sexta-feira, 1 de maio de 2015

Conclusão do Estudo do Cap. XI – Item 10

Amar, no sentido amplo do termo, é aceitar os outros como são, fazendo-lhes todo o bem ao nosso alcance. Amar o próximo é receita infalível de felicidade e condição para que nos elevemos acima da matéria, trilhando o caminho para Deus.

1 - O que significa "elevar-se acima da matéria"?
É não se apegar demasiadamente aos bens deste munfo, dando às coisas materiais valores definitivos, mas encarar a vida como estágio passageiro e purificador da vida espiritual.

O corpo material, invólucro terrestre que nos reveste, deve ser utilizado tão somente visando ao aprimoramento moral e intelectual do espírito.

2 - Quais as características do homem que ama, no sentido profundo desse termo?

O homem que ama verdadeiramente se destaca por ser leal, probo, consciencioso; por fazer aos outros o que gostaria que estes lhe fizessem; por procurar suavizar as dores de seus irmãos; e considerar como sua a grande família humana.

"Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça."

3 - Que fazer diante do mal que tenta impedir nosso esforço renovador?

Perseverar no bem, já que temos a compreensão da justiça e da bondade de Deus, dentro de cada um de nós.


Não há coração tão endurecido que não ceda, a seu mau grado, ao influxo do amor verdadeiro.
Cap. XI – Item 10

A lei de amor
10. Meus caros condiscípulos, os Espíritos aqui presentes vos dizem, por meu intermédio: "Amai muito, a fim de serdes amados." E tão justo esse pensamento, que nele encontrareis tudo o que consola e abranda as penas de cada dia; ou melhor: pondo em prática esse sábio conselho, elevar-vos-eis de tal modo acima da matéria que vos espiritualizareis antes de deixardes o invólucro terrestre. Havendo os estudos espíritas desenvolvido em vós a compreensão do futuro, uma certeza tendes: a de caminhardes para Deus, vendo realizadas todas as promessas que correspondem às aspirações de vossa alma, Por isso, deveis elevar-vos bem alto para julgardes sem as constrições da matéria, e não condenardes o vosso próximo sem terdes dirigido a Deus o pensamento.
Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito. Assim, não podeis recusar aos vossos irmãos o que Deus liberalmente vos outorgou, porquanto, de vosso lado, muito vos alegraria que vossos irmãos vos dessem aquilo de que necessitais. Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça.
Crede que esta sábia exortação: "Amai bastante, para serdes amados", abrirá caminho; revolucionária, ela segue sua rota, que é determinada, invariável. Mas, já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos. Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de idéias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.
Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as idéias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente. E que essas idéias correspondem a tudo o que há de divino em vós. E que estais preparados por uma sementeira fecunda: a do século passado, que implantou no seio da sociedade terrena as grandes idéias de progresso. E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos.
Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em O Livro dos Espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação deste preceito bem compreendido: "Amai bastante, para serdes amados." Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)


Questões para estudo:
1 - O que significa "elevar-se acima da matéria"?

2 - Quais as características do homem que ama, no sentido profundo desse termo?


3 - Que fazer diante do mal que tenta impedir nosso esforço renovador?
Conclusão do Estudo do Cap. XI – Item 9

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Do amor decorrem todas as virtudes. Todos temos, no íntimo, essa centelha divina, cabendo-nos fazê-la germinar e desenvolver, ajustando-nos, assim, à lei de amor. Um dia, todos seremos virtuosos e, em consequência, felizes.

1 - Quais os efeitos da lei de amor para o homem?
Melhoramento moral para a raça humana e felicidade durante a vida terrestre e após esta. Os mais rebeldes também a ela se ajustarão, ainda que mais tarde, quando observarem os benefícios da prática dessa lei.
O Espiritismo contribui para que essa lei seja mais claramente compreendida e seus efeitos rapidamente sentidos.

2 - O que faz desenvolver em nós o amor divino?
As ações benéficas de pessoas bondosas, cujo amor nos contagia. Em última instância, para os mais rebeldes, o tempo e a dor.
"O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado."

3 - O que devemos fazer para nos ajustar à lei de amor?
Como primeiro passo, tolerar os que convivem conosco, buscando perdoar quem nos ofende, auxiliando o próximo, na medida de nossas possibilidades, enfim, atendendo fielmente ao chamamento de Jesus, contido no amai-vos uns aos outros.

Não basta apenas o homem deixar de fazer aos outros aquilo que não quer que lhe façam, mas deve ele também fazer aos outros tudo aquilo que gostaria lhe fizessem.
Capítulo XI – Item 9

A lei de amor

9. O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. E fato, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este: o homem, por mais abjeto, vil e criminoso que seja, vota a um ente ou a um objeto qualquer viva e ardente afeição, à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.
A um ente ou um objeto qualquer, disse eu, porque há entre vós indivíduos que, com o coração a transbordar de amor, despendem tesouros desse sentimento com animais, plantas e, até, com coisas materiais: espécies de misantropos que, a se queixarem da Humanidade em geral e a resistirem ao pendor natural de suas almas, que buscam em torno de si a afeição e a simpatia, rebaixam a lei de amor à condição de instinto. Entretanto, por mais que façam, não logram sufocar o gérmen vivaz que Deus lhes depositou nos corações ao criá-los. Esse gérmen se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência e, embora comprimido amiúde pelo egoísmo, torna-se a fonte das santas e doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho escarpado e árido da existência humana.
Há pessoas a quem repugna a reencarnação, com a ideia de que outros venham a partilhar das afetuosas simpatias de que são ciosas. Pobres irmãos! o vosso afeto vos torna egoístas; o vosso amor se restringe a um círculo íntimo de parentes e de amigos, sendo-vos indiferentes os demais. Pois bem! para praticardes a lei de amor, tal como Deus o entende, preciso se faz chegueis passo a passo a amar a todos os vossos irmãos indistintamente. A tarefa é longa e difícil, mas cumprir-se-á: Deus o quer e a lei de amor constitui o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que um dia matará o egoísmo, qualquer que seja a forma sob que se apresente, dado que, além do egoísmo pessoal, há também o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Disse Jesus: "Amai o vosso próximo como a vós mesmos." Ora, qual o limite com relação ao próximo? Será a família, a seita, a nação? Não; é a Humanidade inteira. Nos mundos superiores, o amor recíproco é que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam, e o vosso planeta, destinado a realizar em breve sensível progresso, verá seus habitantes, em virtude da transformação social por que passará, a praticar essa lei sublime, reflexo da Divindade.
Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam: fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.
Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. E um ímã a que não lhe é possível resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, nos vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repetir estas suavíssimas palavras: Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros."
Amados irmãos, aproveitai dessas lições; é difícil o praticá-las, porém, a alma colhe delas imenso bem. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: "Amai-vos" e vereis a Terra em breve transformada num Paraíso onde as almas dos justos virão repousar. - Fénelon. (Bordéus, 1861.)

Questões para estudo:
1 – Quais são os efeitos da lei de amor?

2 - O que faz desenvolver em nós o amor divino?


3 - O que devemos fazer para nos ajustar à lei de amor?
Conclusão do Estudo do Cap. XI – Itens 8

A lei de amor
Todo o nosso aprendizado na Terra visa ao domínio do amor, sentimento por excelência, do qual os instintos e as sensações são fases embrionárias. Quanto mais rapidamente vencermos essas fases, mais cedo compreenderemos e vivenciaremos a lei de amor, que liga todos os seres.

1 – Comente a frase: “os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito”.
À medida que o ser humano evolui na prática do amor e da caridade, consegue aprender a trabalhar seus sentimentos instintivos.
 “Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos.”

2 - Qual o efeito da Lei de Amor na criatura humana?
Essa lei, quando definitivamente implantada no coração do homem, substitui a personalidade pela fusão dos seres, e extingue as misérias sociais, dando lugar aos sentimentos nobres de fraternidade e respeito pelo semelhante.
O homem, então ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento, desconhecendo a miséria do corpo e da alma.

3 - Qual a finalidade da reencarnação?
Assegurar ao espírito oportunidade de progresso espiritual, através do retorno à vida material. Por meio do reencontro com aqueles aos quais se ligou, em outras vidas, a criatura repara os possíveis erros do passado e se exercita na prática do amor, promovendo, assim, sua elevação espiritual.
Através da reencarnação, a Providência Divina concede os meios para o necessário desenvolvimento dos sentimentos que, certamente, resgatarão da matéria o homem.

4 - Qual a melhor maneira de suplantar os instintos e acelerar o nosso progresso?
Estudando, compreendendo e vivenciando os ensinamentos contidos no Evangelho de Jesus, agora renovados pelo Espiritismo que nos recomenda: Amai muito, para seres amados.

"É então que, compreendendo a lei de amor, que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestiais."
Cap. XI – Itens 8

A lei de amor

8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra - amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)
Questões para estudo:
1 – Comente a frase: “os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito”.

2 - Qual o efeito da Lei de Amor na criatura humana?

3 - Qual a finalidade da reencarnação?


4 - Qual a melhor maneira de suplantar os instintos e acelerar o nosso progresso?
A César o que é de César
Emmanuel

Quando o Senhor nos traçou a obrigação de dar a César o que é de César, como de outras vezes, imprimia ao ensinamento significação mais profunda.
Habitualmente recordamos a diretriz, fixando a atenção no imposto amoedado, anotando mentalmente o brilho pessoal daqueles que exercem o poder representativo da governança para transviar-nos, quase sempre, no solo arenoso da crítica e da maldade.
Entretanto, bastar-nos-á singela reflexão para reconhecermos que César é a legenda que encerra vastos deveres de nosso espírito, quando encarnado, junto da terra, que nos localiza o berço.
César exprime a direção que nos garante a tranquilidade, a justiça que nos angaria respeito, a organização do trabalho que nos assegura a bênção do pão, a ordem que nos mantém o ninho doméstico, e, sobretudo, a lei que nos guarda a todos, nos variados climas do mundo, dentro da dignidade recíproca, na qual o cumprimento fiel de nosso dever nos confere o direito à verdadeira ascensão.
Não chega, dessa forma, o simples pagamento do tributo vulgar ao cofre que nos define a riqueza pública, para que atendamos à recomendação do Senhor, mas, sim, também o nosso zelo e a nossa abnegação na salvaguarda dos bens que desfrutamos na experiência comum – seja auxiliando a segurança do próximo, defendendo a higiene de um logradouro, cooperando na execução dos estatutos que nos governam ou amparando a educação do povo que nos constitui a família, porque, somente assim, auxiliando à Terra, entrosá-la-emos no Céu, como província redimida e generosa a refulgir no Reino do Amor de Deus.
Do livro Semeador em Tempos Novos