domingo, 23 de fevereiro de 2014

O

O Ser Consciente

Aprimorar o meu ser tem sido uma meta muito grande e trabalhosa, pois requer muito estudo e prática.
Em virtude disso, tenho procurado adquirir conhecimentos através da leitura de livros e lendo um deles ou qualquer um, ele me direciona para a leitura de outro para se obter uma melhor compreensão e é o que veio acontecendo com mais esta obra “O Ser Consciente” psicografado por Divaldo Franco e pelo espírito de Joanna de Ângelis.


A partir das próximas postagens procurarei apresentar os passos e/ou capítulos do livro e, se “conseguir” , alguns esclarecimentos que adquiri com a leitura do mesmo.
E, se, alguém desejar, poderá contribuir postando comentários. 
Acredito que poderemos nos auxiliar muito através dessa troca.
Muita paz, 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Gratidão!



A vida parece nos fugir quando a dor se aconchega, e parece morar conosco como se fosse nossa parente bem próxima, se acomoda, se fortalece nas atribulações cotidianas, e nos esquecemos do antídoto que Jesus nos apresentou: amar ao próximo como a si mesmo.

Quem consegue amar se coloca no lugar do outro, sente sua tristeza, sua dor, sua mágoa, mas perdoa, perdoa sempre, e com muito amor consegue auxiliar os que sofrem dores maiores.

Nem sempre a perda é tão grande, muitas vezes esquecemos o que ganhamos e ganhamos muito, muito mesmo, mais do que pensamos.

Por isso agradeça, sempre, tudo que lhe coube passar, tudo que lhe coube vivenciar, mesmo aquelas experiências dolorosas, pois em tudo há um lado bom, basta olharmos com atenção que encontraremos.

Abençoe o que lhe acontece e seja grato, para que continue sendo abençoado.

Seja próspero para que a prosperidade conviva com você.

Muita luz e paz.

De um amigo aos amigos da Fraternidade.

Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos

da Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cap. XXVIII – Itens 53 a 58
Por uma criança que acaba te nascer




53. PREFÁCIO. Somente depois de terem passado pelas provas da vida corpórea, chegam à perfeição os Espíritos. Os que se encontram na erraticidade aguardam que Deus lhes permita volver a uma existência que lhes proporcione meios de progredir, quer pela expiação de suas faltas passadas, mediante as vicissitudes a que fiquem sujeitos, quer desempenhando uma missão proveitosa para a Humanidade. O seu adiantamento e a sua felicidade futura serão proporcionados à maneira por que empreguem o tempo que hajam de estar na Terra. O encargo de lhes guiar os primeiros passos e de os encaminhar para o bem cabe a seus pais, que responderão perante Deus pelo desempenho que derem a esse mandato. Para lhes facilitar, foi que Deus fez do amor paterno e do amor filial uma lei da Natureza, lei que jamais se transgride impunemente.

54. Prece. - (Para ser dita pelos pais) - Espírito que encarnaste no corpo do nosso filho, sê bem-vindo. Sê bendito, ó Deus Onipotente, que no-lo mandaste.
É um depósito que nos foi confiado e do qual teremos um dia de prestar contas. Se ele pertence à nova geração de Espíritos bons que hão de povoar a Terra, obrigado, ó meu Deus, por essa graça! Se é uma alma imperfeita, corre-nos o dever de ajudá-lo a progredir na senda do bem, pelos nossos conselhos e bons exemplos. Se cair no mal, por culpa nossa, responderemos por isso, visto que, então, teremos falido em nossa missão junto dele.
Senhor, ampara-nos em nossa tarefa e dá-nos a força e a vontade de cumpri-la. Se este filho nos vem como provação para os nossos Espíritos, faça-se a tua vontade!
Bons Espíritos que presidistes ao seu nascimento e que tendes de acompanhá-lo no curso de sua existência, não o abandoneis. Afastai dele os maus Espíritos que tentem orientá-lo para o mal. Dai-lhe forças para lhes resistir às sugestões e coragem para sofrer com paciência e resignação as provas que o esperam na Terra. (Cap. XIV, n° 9.)

55. (Outra) - Meu Deus, confiaste-me a sorte de um dos teus Espíritos; faze, Senhor, que eu seja digno do encargo que me impuseste. Concede-me a tua proteção. Ilumina a minha inteligência, a fim de que eu possa perceber desde cedo as tendências daquele que me compete preparar para ascender à tua paz.

56. (Outra) - Deus de bondade, pois que te aprouve permitir que o Espírito desta criança viesse de novo sofrer as provas terrenas, destinadas a fazê-lo progredir, dá-lhe luz, a fim de que aprenda a conhecer-te, amar-te e adorar-te. Faze, pela tua onipotência, que esta alma se regenere na fonte das tuas sábias instruções; que, sob a égide do seu anjo guardião, a sua inteligência se desenvolva e amplie e o leve a ter por aspiração aproximar-se cada vez mais de ti; que a ciência do Espiritismo seja a luz brilhante que o ilumine através dos escolhos da vida; que ele, enfim, saiba apreciar toda a extensão do teu amor, que nos põe em prova, para purificar-nos.
Senhor, lança paterno olhar sobre a família a que confiaste esta alma, para que ela compreenda a importância da sua missão e faça que germinem nesta criança as boas sementes, até ao dia em que ela possa, por suas próprias aspirações, elevar-se sozinha para ti.
Digna-te, ó meu Deus, de atender a esta humilde prece, em nome e pelos merecimentos dAquele que disse: "Deixai venham a mim as criancinhas, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham."

Por um agonizante



57. PREFÁCIO. A agonia é o prelúdio da separação da alma e do corpo. Pode dizer-se que, nesse momento, o homem tem um pé neste mundo e um no outro. É penosa às vezes essa passagem, para os que muito apegados se acham à matéria e viveram mais para os bens deste mundo do que para os do outro, ou cuja consciência se encontra agitada pelos pesares e remorsos. Para aqueles cujos pensamentos, ao contrário, buscaram o Infinito e se desprenderam da matéria, menos difíceis de romper-se são os laços que o prendem a Terra e nada têm de dolorosos os seus últimos momentos. Apenas um fio liga, então, a alma ao corpo, enquanto que no outro caso profundas raízes a conservam presa a este. Em todos os casos, a prece exerce ação poderosa sobre o trabalho de separação. (Ver, adiante, "Preces pelos doentes"; também O Céu e o Inferno, 2ª Parte, cap. I - "O Passamento".)

58. Prece. - Deus onipotente e misericordioso, aqui está uma alma prestes a deixar o seu envoltório terreno para volver ao mundo dos Espíritos, sua verdadeira pátria. Dado lhe seja fazê-lo em paz e que sobre ela se estenda a tua misericórdia.
Bons Espíritos, que a acompanhastes na Terra, não a abandoneis neste momento supremo. Dai-lhe forças para suportar os últimos sofrimentos por que lhe cumpre passar neste mundo, a bem do seu progresso futuro. Inspirai-a, para que consagre ao arrependimento de suas faltas os últimos clarões de inteligência que lhe restem, ou que momentaneamente lhe advenham.
Dirigi o meu pensamento, a fim de que atue de modo a tomar menos penoso para ela o trabalho da separação e a fim de que leve consigo, ao abandonar a Terra, as consolações da esperança.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - A que se deve o adiantamento e a felicidade futura daqueles que retornam à vida corpórea?
2 - Explique como pode ser, em termos de facilidade/dificuldade, a separação da alma e do corpo.
3 - Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.


Perante os inimigos



Emmanuel

“Reconcilia-te sem demora com o teu adversário…” — JESUS (Mateus, 5.25)

Diante dos inimigos, preservemos a própria serenidade.
Reconciliar-se alguém com os adversários, nos preceitos do Cristo, é reconhecer-lhes, acima de tudo, o direito de opinião.
Exigir a estima ou o entendimento dos outros e preocuparmo-nos em demasia com os apontamentos depreciativos que se façam em torno de nós, será perder tempo valioso, quando nos constitui sadio dever garantir a nós próprios tranquilidade de consciência.
Harmonizar-nos com todos aqueles que nos perseguem ou caluniam será, pois, anotar-lhes as qualidades nobres e desejar sinceramente que triunfem nas tarefas em cuja execução nos reprovam, aprendendo a aproveitar-lhes as advertências e as críticas naquilo que mostrem de útil e construtivo, prosseguindo ativamente no caminho e no trabalho em que a vida nos situou.
Renunciemos, assim, à presunção de viver sem adversários que, em verdade, funcionam sempre por fiscais e examinadores de nossos atos, mas saibamos continuar em serviço, aproveitando-lhes o concurso sob a paz em nós mesmos.
Nem o próprio Cristo escapou de semelhantes percalços.
Ninguém conseguiu furtar a paz do Mestre, em momento algum; entretanto, ele, que nos exortou a amar os inimigos, nasceu, cresceu, lutou, serviu e partiu da Terra, com eles e junto deles.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cap. XXVIII – Itens 46 a 52
Pelos nossos inimigos e pelos que nos querem mal


46. PREFÁCIO. Disse Jesus: Amai os vossos inimigos. Esta máxima é o sublime da caridade cristã; mas, enunciando-a, não pretendeu Jesus preceituar que devamos ter para com os nossos Inimigos o carinho que dispensamos aos amigos. Por aquelas palavras, ele nos recomenda que lhes esqueçamos as ofensas, que lhes perdoemos o mal que nos façam, que lhes paguemos com o bem esse mal. Além do merecimento que, aos olhos de Deus, resulta de semelhante proceder, ele equivale a mostrar aos homens o em que consiste a verdadeira superioridade. (Cap. XII, nº 3 e nº 4.)

47. Prece. - Meu Deus, perdoo a N... o mal que me fez e o que me quis fazer, como desejo me perdoes e também ele me perdoe as faltas que eu haja cometido. Se o colocaste no meu caminho, como prova para mim, faça-se a tua vontade.
Livra-me, ó meu Deus, da ideia de o maldizer e de todo desejo malévolo contra ele. Faze que jamais me alegre com as desgraças que lhe cheguem, nem me desgoste com os bens que lhe poderão ser concedidos, a fim de não macular minha alma por pensamentos indignos de um cristão.
Possa a tua bondade, Senhor, estendendo-se sobre ele, induzi-lo a alimentar melhores sentimentos para comigo!
Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento do mal e a lembrança do bem. Que nem o ódio, nem o rancor, nem o desejo de lhe retribuir o mal com outro mal me entrem no coração, porquanto o ódio e a vingança só são próprios dos Espíritos maus, encarnados e desencarnados! Pronto esteja eu, ao contrário, a lhe estender mão fraterna, a lhe pagar com o bem o mal e a auxiliá-lo, se estiver ao meu alcance.
Desejo, para experimentar a sinceridade do que digo, que ocasião se me apresente de lhe ser útil; mas, sobretudo, ó meu Deus, preserva-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que me acarretaria a perda do fruto da minha ação, pois, nesse caso, eu mereceria me fossem aplicadas estas palavras do Cristo: Já recebeste a tua recompensa. (Cap. XIII, nº 1 e seguintes.)

Ação de graças pelo bem concedido aos nossos inimigos




48. PREFÁCIO. Não desejar mal aos seus inimigos é ser apenas meio caridoso. A verdadeira caridade quer que lhes almejemos o bem e que nos sintamos felizes com o bem que lhes advenha. (Cap. XII, nº 7 e nº 8.)

49. Prece. - Meu Deus, entendeste em tua justiça encher de júbilo o coração de N... Agradeço-te por ele, sem embargo do mal que me fez ou que tem procurado fazer-me. Se desse bem ele se aproveitasse para me humilhar, eu receberia isso como uma prova para a minha caridade.
Bons Espíritos que me protegeis, não permitais que me sinta pesaroso por isso. Isentai-me da inveja e do ciúme que rebaixam. Inspirai-me, ao contrário, a generosidade que eleva. A humilhação está no mal e não no bem; e sabemos que, cedo ou tarde, justiça será feita a cada um, segundo suas obras.

Pelos inimigos do Espiritismo



50. Bem-aventurados os famintos de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Ditosos sereis, quando os homens vos carregarem de maldições, vos perseguirem e falsamente disserem contra vós toda espécie de mal, por minha causa. - Rejubilai-vos, então, porque grande recompensa vos está reservada nos céus, pois assim perseguiram eles os profetas enviados antes de vós. (S. MATEUS, cap. V, vv. 6 e 10 a 12.)
Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode perder alma e corpo no inferno. (S. MATEUS, cap. X, v. 28.)

51. PREFÁCIO. De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que abrange a de consciência. Lançar alguém anátema sobre os que não pensam como ele é reclamar para si essa liberdade e negá-la aos outros, é violar o primeiro mandamento de Jesus: a caridade e o amor do próximo. Perseguir os outros, por motivos de suas crenças, é atentar contra o mais sagrado direito que tem todo homem o de crer no que lhe convém e de adorar a Deus como o entenda. Constrangê-los a atos exteriores semelhantes aos nossos é mostrarmos que damos mais valor à forma do que ao fundo, mais às aparências, do que à convicção. Nunca a abjuração forçada deu a quem quer que fosse a fé; apenas pode fazer hipócritas. E um abuso da força material, que não prova a verdade. A verdade é senhora de si: convence e não persegue, porque não precisa perseguir.
O Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse (1) até uma religião, por que se não teria a liberdade de se dizer espírita, como se tem a de se dizer católico, protestante, ou judeu, adepto de tal ou qual doutrina filosófica, de tal ou qual sistema econômico? Essa crença é falsa, ou é verdadeira. Se é falsa, cairá por si mesma, visto que o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando se faz luz nas inteligências. Se é verdadeira, não haverá perseguição que a torne falsa.
(1) Ver "Reformador" de 1946, pág. 253; "Revue Spirite", de dezembro de 1868; "Allan Kardec", de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, vol. III, pág. 100. Nota da Editora da FEB.
A perseguição é o batismo de toda ideia nova, grande e justa e cresce com a magnitude e a importância da ideia. O furor e o desabrimento dos seus inimigos são proporcionais ao temor que ela lhes inspira. Tal a razão por que o Cristianismo foi perseguido outrora e por que o Espiritismo o é hoje, com a diferença, todavia, de que aquele o foi pelos pagãos, enquanto o segundo o é por cristãos. Passou o tempo das perseguições sangrentas. é exato; contudo, se já não matam o corpo, torturam a alma, atacam-na até nos seus mais íntimos sentimentos, nas suas mais caras afeições. Lança-se a desunião nas famílias, excita-se a mãe contra a filha, a mulher contra o marido; investe-se mesmo contra o corpo, agravando-se-lhe as necessidades materiais, tirando-se-lhe o ganha-pão, para reduzir pela fome o crente. (Cap. XXIII, nº 9 e seguintes.)
Espíritas, não vos aflijais com os golpes que vos desfiram, pois eles provam que estais com a verdade. Se assim não fosse, deixar-vos-iam tranquilos e não vos procurariam ferir. Constitui uma prova para a vossa fé, porquanto é pela vossa coragem, pela vossa resignação e pela vossa paciência que Deus vos reconhecerá entre os seus servidores fiéis, a cuja contagem ele hoje procede, para dar a cada um a parte que lhe toca, segundo suas obras.
A exemplo dos primeiros cristãos, carregai com altivez a vossa cruz. Crede na palavra do Cristo, que disse: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, que deles é o reino dos céus. Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma." Ele também disse: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem. Mostrai que sois seus verdadeiros discípulos e que a vossa doutrina é boa, fazendo o que ele disse e fez.
A perseguição pouco durará. Aguardai com paciência o romper da aurora, pois que já rutila no horizonte a estrela d'alva. (Cap. XXIV, nº 13 e seguintes.)

52. Prece. - Senhor, tu nos disseste pela boca de Jesus, o teu Messias: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça; perdoai aos vossos inimigos; orai pelos que vos persigam." E ele próprio nos deu o exemplo, orando pelos seus algozes.
Seguindo esse exemplo, meu Deus, imploramos a tua misericórdia para os que desprezam os teus sacratíssimos preceitos, únicos capazes de facultar a paz neste mundo e no outro. Como o Cristo, também nós te dizemos: "Perdoa-lhes, Pai, que eles não sabem o que fazem."
Dá-nos forças para suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e a nossa humildade, seus escárnios, injúrias, calúnias e perseguições; isenta-nos de toda ideia de represálias, visto que para todos soará a hora da tua justiça, hora que esperamos submissos à tua vontade santa.



B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - O que Jesus quis dizer com “Amai os vossos inimigos”?
2 - É suficiente não desejar mal aos inimigos?
3 - Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.


Prece
"Senhor Deus, pai dos que choram,
Dos tristes, dos oprimidos,
Fortaleza dos vencidos,
Consolo de toda a dor,
Embora a miséria amarga
Dos prantos de nosso erro,
Deste mundo de desterro
Clamamos por vosso amor!
Nas aflições do caminho,
Na noite mais tormentosa,
Vossa fonte generosa
É o bem que não secará.
Sois, em tudo, a luz eterna
Da alegria e da bonança,
Nossa porta de esperança
Que nunca se fechará.
Quando tudo nos despreza
No mundo da iniquidade,
Quando vem a tempestade
Sobre as flores da ilusão!
Ó Pai, sois a luz divina,
O cântico da certeza,
Vencendo toda aspereza,
Vencendo toda aflição.
No dia da nossa morte,
No abandono ou no tormento,
Trazei-nos o esquecimento
Da sombra, da dor, do mal!...
Que nos últimos instantes,
Sintamos a luz da vida
Renovada e redimida
Na paz ditosa e imortal."
Do livro: “Paulo e Estêvão”


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conclusão de ESTUDANDO A MEDIUNIDADE

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO




1-a)  Comentar e desenvolver sobre a assertiva:  “A mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.
A comunicação mediúnica, como sabemos, processa-se mente a mente, isto é, dá-se através da ligação entre a mente do espírito comunicante e a mente do médium, transmitindo-se a ideia da mensagem pelo pensamento.  A mente, portanto, funciona como o instrumento operador da mediunidade, ou, como disse o instrutor Albério, é a base dos fenômenos mediúnicos.


1-b) Qual a definição de mente? O que é? Qual sua importância na comunicabilidade entre os Espíritos?
A definição de mente é questão que ainda não está claramente elucidada. Resumidamente, o que nos é dado saber é que a mente é uma parte do ser espírito, onde tem a sua sede. André Luiz, no livro "Evolução em Dois Mundos", nos dá notícia de que a mente é envolvida por um corpo especial, à parte do perispírito, que denominou "corpo mental".
Assim como o perispírito serve como envoltório do espírito, o corpo mental é o envoltório da mente. Aos três elementos constitutivos do homem - espírito, perispírito e corpo de carne - André Luiz, em mais um passo na complementação da terceira revelação, acrescenta um quarto: o corpo mental. Embora afirme que esse corpo mental ainda não possa ser melhor conceituado, por falta de terminologia na linguagem terrena, esclarece o Autor espiritual  que  o  corpo  mental preside a formação do perispírito, do mesmo modo que este preside a formação do corpo físico.
 A mente é, assim, a usina geradora da vontade do espírito. Por seu intermédio, o espírito produz uma força inteligente,  que podemos chamar de "ideia", que ganha forma e direção através do pensamento. Por esse motivo, assume papel de fundamental importância nas manifestações mediúnicas, para as quais serve de base. Conforme a natureza da ideia que exterioriza, através do pensamento, será a qualidade do espírito atraído pelo medianeiro. Por força da lei de afinidade, o médium atrai para si espíritos com os quais se identifica pela natureza de seus pensamentos. Isto se aplica tanto no aspecto moral como intelectual. Um médium que tenha um sistema de vida pouco afeito aos bons costumes e á pratica do bem atrairá espíritos do mesmo modo perseverantes nos maus hábitos e na prática do mal. Aquele que convive com os bons hábitos e se dedica ao bem, ao contrário destes últimos, trará para o seu campo mental espíritos igualmente dedicados a atos e pensamentos edificantes.
O mesmo se dá com relação ao valor intelectual da comunicação. Conforme explicou o Instrutor Albério, um espírito sábio não poderá se comunicar através de um médium inculto senão para assuntos triviais, de que este tenha conhecimento. Nesse caso, campo mental receptivo não estaria capacitado para pensamentos mais complexos que aqueles com os quais convive. Por outro lado, um espírito com pouca evolução intelectual não poderia transmitir, mesmo através de um médium sábio, mais do que o pouco que conhece.


 2-a) Comentar e desenvolver sobre a assertiva: “A ideia é um ser organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção. Do conjunto de nossas ideais resulta a nossa própria existência".

A ideia é o produto da força criadora do espírito; o pensamento é o veículo que a transporta, através do fluido cósmico universal; a vontade é o sentimento que lhe dá movimento e direção. A mente, como órgão criador, produz a ideia; o pensamento é o modulador que lhe dá a forma; a vontade é o guia que a porá em ação.

 2-b) O Que é o pensamento? Qual sua relação com o campo mental? E qual sua relação com a comunicabilidade entre Espíritos?

Para os cientistas materialistas, o pensamento é um produto químico-cerebral, ou seja, como que uma secreção produzida pelo cérebro. Seria, segundo esses pensadores, algo semelhante à bílis, que é segregada pelo fígado ou pela urina, proveniente dos rins.
 O Espiritismo, porém, como a ciência que estuda o espírito sob as mais variadas óticas, ensina que o pensamento é produto da mente e, por conseguinte, do ser espiritual. O pensamento é, pois, uma energia que transporta a criação mental através de ondas magnéticas que se propagam pelo espaço como raios. Como explicou Kardec em "A Gênese", "sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som." Mergulhando no fluido cósmico universal, o pensamento é transportado a distâncias ilimitadas, chegando às mentes de encarnados e desencarnados. Com isso, cria um vínculo fluídico entre os que se afinizam por pensamentos da mesma natureza, numa troca de valores mentais de idênticas qualidades.
 Daí sua importância na comunicabilidade com os espíritos. Pela natureza do pensamento do médium, através da sintonia vibratória que produz, é que se vai estabelecer a conexão mental entre comunicante e médium, sendo a comunicação sempre pautada pelas suas naturezas. A força criadora produzida pela mente e exteriorizada pelo pensamento é a continuação do próprio espírito, refletindo o seu estágio de evolução moral e intelectual.


3) O que são "vibrações compensadas"? E qual sua correlação com a comunicabilidade entre espíritos?
 As "vibrações compensadas" a que se refere o benfeitor Albério são a sintonia, a ressonância psíquica existente entre dois seres que nutrem pensamentos da mesma natureza. Alimentando a mesma qualidade de ideias, dois ou mais espíritos, encarnados ou desencarnados, imantam-se pelo pensamento, vinculando-se, magneticamente, uns aos outros. As vibrações compensadas são uma troca de energias da mesma natureza, alimentando mutuamente as mentes envolvidas por essa sintonia.
 Na comunicação mediúnica, é um fator de grande relevância, pois cria uma interdependência entre os espíritos.  Na senda evolutiva, os espíritos se adiantam em grupos que se afinizam, uns auxiliando os outros a progredirem, ora reunidos na carne, ora no mundo espiritual. Para o exercício da mediunidade, o médium não pode se esquecer da necessidade do auto aperfeiçoamento, através do estudo doutrinário e da prática dos ensinamentos evangélicos. Sem isso, corre o risco de se envolver em compensação vibratória com espíritos de baixa evolução, que somente utilizarão seus dotes mediúnicos para criar dificuldades e fazer o mal.


4) Comentar e desenvolver sobre a assertiva: “Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia. Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos”.
A mediunidade é uma condição natural do espírito, esteja ele encarnado ou não.  Desde sempre as manifestações mediúnicas aconteceram no seio da humanidade. Tanto o Antigo Testamento como os quatro evangelhos que nos legaram a Boa Nova que Jesus veio trazer encontram-se repletos de relatos de fenômenos mediúnicos. Dessa forma, a mediunidade reflete o estágio evolutivo da humanidade. No momento, como a evolução é gradativa, pois a natureza não dá saltos, a humanidade ainda se encontra distante do estado crístico, uma vez que ainda estamos no início da nossa evolução. Somos, então, médiuns ainda sujeitos a dificuldades e a servir de instrumentos ao plano inferior da espiritualidade.
 A recomendação do Instrutor é para que nos aprimoremos a cada dia, para que melhoremos, à medida que vamos nos aprimorando, a qualidade da comunicação mediúnica que nos chega.  Isto, somente, iremos conseguir através do processo de autotransformação. É um processo de renovação interior, que envolve a substituição de sentimentos como egoísmo, orgulho e desamor ao próximo pelo desapego às questões terrenas e o amor ao nosso semelhante. Implica substituir os prazeres fúteis, as conquistas fáceis e a indolência, pelo socorro e consolo aos necessitados, pelo amor ao próximo como a um verdadeiro irmão. Numa frase: fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse, como ensina a regra áurea de Jesus.


5) Comentar e desenvolver sobre a assertiva: “Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido (...).
A mediunidade não basta por si só.

As práticas mediúnicas serão elevadas paralelamente à elevação do padrão de conhecimento moral e intelectual da humanidade. Somente então os Espíritos Superiores encontrarão médiuns capazes de se sintonizarem com o padrão vibratório em que esses Espíritos Sublimados se situam. A transmissão de seus ensinamentos conduzirão a paz, o amor, a luz espiritual. O estudo do Espiritismo, codificado por Allan Kardec, é a "revelação divina para renovação fundamental dos homens", como destaca André Luiz. O conhecimento espírita, adquirido pelo estudo bem conduzido, é o antídoto para a mediunidade interesseira, zombeteira, fascinadora. O médium instruído será o instrumento de que necessitamos para a recepção do pensamento do Cristo, através de seus Emissários, auxiliando-nos a compreender a verdade consubstanciada nas Leis Naturais. Somente então chegaremos ao fim da nossa evolução, encontrando a glória espiritual e o reino dos céus prometido por Jesus.

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